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Guaraciaba do Norte e São Benedito se destacam entre os quatro maiores produtores de milho verde do País

Dos 10 municípios que mais produziram milho verde no Brasil em 2025, quatro ficam no Ceará, de acordo com a Produção Agrícola Municipal (PAM), levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Guaraciaba do Norte, na Serra da Ibiapaba, ficou na terceira posição nacional dentre os principais produtores de milho verde. O município produziu no ano passado um total de 31,1 mil toneladas.

São Benedito, também na Serra da Ibiapaba, figura na quarta colocação no País. A cidade foi responsável pela produção de 30,1 mil toneladas em 2025.

Tianguá apareceu em nono lugar, responsável por 12,8 mil toneladas na safra nacional dentre os municípios. Limoeiro do Norte alcançou a 10ª posição, com 12 mil toneladas produzidas em 2025.

Quando são considerados os estados, o Ceará aparece em segundo lugar. O território cearense foi responsável por uma safra de pouco mais de 150 mil toneladas, superado apenas por São Paulo, cuja produção de milho verde em 2025 alcançou 343 mil toneladas.

Veja a lista dos principais municípios produtores de milho verde do Brasil:

  1. Miguelópolis (SP): 115,4 mil toneladas;
  2. Casa Branca (SP): 54,4 mil toneladas;
  3. Guaraciaba do Norte (CE): 31,1 mil toneladas;
  4. São Benedito (CE): 30,1 mil toneladas;
  5. Guaíra (SP): 18,8 mil toneladas;
  6. Itaberaí (GO): 18,3 mil toneladas;
  7. Cachoeiras de Macacu (RJ): 14,2 mil toneladas;
  8. Itapeva (SP): 13,9 mil toneladas;
  9. Tianguá (CE): 12,8 mil toneladas;
  10. Limoeiro do Norte (CE): 12 mil toneladas;

Milho verde surge em pesquisa inédita

Pela primeira vez, o IBGE trouxe na PAM o levantamento da safra de milho verde. O mesmo ocorreu com outras plantações, como morango e acerola, que tiveram destaques cearenses na produção.

Segundo o instituto, a pesquisa passou a diferenciar o milho verde do milho em grão. Ambos são plantados pelos produtores com finalidades diferentes.

O IBGE classifica o milho em grão como “aquele que pode ter produção destinada à alimentação animal e ser utilizado em óleos na indústria”. 

Já o milho verde é considerado pelo instituto como o produto em espiga, que pode ser cozido e ter subprodutos, como canjica e pamonha. 

O analista da área vegetal da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Fábio Cavalcante, observa que os dois tipos de milho têm mercados diferentes.

“O milho em grão é commodity, ligado à ração e oscila o preço com o clima. O milho verde é vendido por espiga para consumo humano, tem ciclo mais curto, depende de irrigação, e abastece feiras e indústrias de pamonha e canjica. Misturar os dois esconde essa dinâmica do milho verde que é própria, ao qual mostra o real peso dessa cultura para agricultura familiar”, enfatiza.

Milho verde contabilizado pelo IBGE é o milho em espiga.
Legenda: Milho verde contabilizado pelo IBGE é o milho em espiga. Foto: Antônio Rodrigues/Diário do Nordeste.

O especialista também pontua que o milho verde é produzido em escala que ajuda com que as cifras do lucro cheguem mais rápidas ao bolso do produtor, principalmente em períodos de festas.

“O milho verde tem mercado local que ajuda a ter giro rapido, há demanda forte em época de festas juninas,a venda tem redução de intermediários por conseguir ser feita diretamente. Em áreas irrigadas, tem a possibilidade de ter mais safras por ano, possibilitando rotação com outras culturas”, defende Cavalcante.

(Diário do Nordeste)